quarta-feira, 15 de novembro de 2023

 



A Aspori- Associação Portuguesa de Portadores de Ictiose , esta iniciar uma atividade em prol de todos os portadores de ictiose. a atividade em si é uma campanha de recolha de alimentos. Todos os alimentos recolhidos serão distribuídos por todos os portadores de ictiose , mas será só contemplados os mais carenciados. A campanha terá inicio dia 10 de Novembro até dia 31 de Novembro de 2023. A Aspori apela a vossa colaboração, qualquer ajuda será vem vinda.

arroz, açúcar, massa, farinha, aletria, enlatados, leite, cereais, bolachas, entre outros...

para quem quiser contribuir e entregar terão que enviar um e-mail ou até mesmo contactar para os seguintes dados 

aspori@sapo.pt ou 911051969

Um bem haja a todos ASPORI AGRADECE


quarta-feira, 16 de março de 2011

CAMPANHA DE RECOLHA DE CREMES 10 DE MARÇO A 20 DE ABRIL 2011


Ictiose é um nome de uma perturbação genética da pele, não contagiosa, que tem como característica principal a secura e descamação da mesma. É uma patologia crónica, para a qual actualmente não existe cura, apenas tratamentos.
A etiologia deriva da palavra grega “icthys” que significa "peixe" e refere-se ao aspecto escamoso da pele dos pacientes portadores desta patologia. Esta pele, que em muitos casos, é separada por fissuras, é frágil, podendo ferir-se com mais facilidade. A maioria dos diferentes tipos de ictiose surge logo com o nascimento e acompanham a pessoa ao longo de toda a sua vida. Por ser uma patologia rara, pouco divulgada, há muitas discriminações, preconceitos e pré-conceitos na sociedade actual.

Comunicado para todos aqueles que tenham interesse em doar cremes


Tratamentos esses não usufruem de qualquer comparticipação do Estado porque são considerados produtos de beleza.
Quantas vezes deixamos cremes vencerem o prazo de validade, sem perceber que aquele creme que está ali, sem utilidade para nós, não importa o valor ou a marca, comecem agora mesmo a contribuir para ajudar a melhorar a qualidade de vida destes doentes.
Doem alegria, doem a esperança de um mundo melhor para todos os portadores desta patologia.
Estes são alguns dos cremes que os nossos doentes necessitam diariamente: Barral, Dexerly, Nivea, Eucerin, Avenno, Lipikar, A-Derma, Glicilina, Isso-Urea, Decubal, Ureadin, Urealeti.
Local de Entrega dos Cremes: Nas instalações da Aspori, que se situa na Rua 25 de Abril, 21 - 2º Dir. 4450-304 Matosinhos.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Aspori Realizou o II Encontro do Dia Europeu das Doenças Raras


No passado dia 26 de Fevereiro, decorreu na Câmara Municipal de Matosinhos o II Encontro do Dia Europeu das Doenças Raras.
O evento teve início pelas 9:30h, tendo a sessão de abertura sido efectuada pela Presidente da ASPORI, Vera Beleza, que realçou a importância da associação na luta por melhores condições de vida dos doentes.
Salientando também factores e pessoas fundamentais ao sucesso dessas mesmas condições.
Seguiu-se uma palestra muito enriquecedora acerca da Ictiose, efectuada pela Dra. Carolina Gouveia (Dermatologista do Hospital Santa Maria).
Nesta, foram abordadas diversas temáticas como, classificação da patologia, aspectos clínicos, graus de gravidade e as diferentes perspectivas terapêuticas que melhor se adaptam a cada tipo de Ictiose. Fez-se uma pequena pausa na conferência para um Coffee Break.
Retomou-se a Palestra tomando a palavra a Dra. Ana Berta (Geneticista do Hospital Santa Maria), que abordou temas acerca da transmissão e manifestação da patologia recorrendo a conceitos de hereditariedade, demonstrando de um modo diferente e bastante interessante o motivo pelo qual somos portadores de ictiose, esclarecendo também os assistentes acerca da execução e utilidade dos testes genéticos. Seguiu-se um almoço convívio no restaurante “Queda de água”.
Por volta das 15:00h retomamos à Câmara Municipal de Matosinhos para o lançamento do livro "Vera uma Vez" - a história da menina peixe, pela autora Vera Beleza, que retrata uma impressionante história de vida e pretende demonstrar à sociedade a luta diária dos portadores de Ictiose.
Para a realização do evento foi imprescindível o patrocínio de algumas identidades como: Câmara Municipal de Matosinhos, Pastelaria Peróla do Mar, Laboratório da Decubal, Jumbo, Restaurante Queda de Água, Universidade da Beira Interior.

ASPORI SEMPRE EM ACÇÃO

No passado dia 15 de Dezembro, teve início na Assembleia da República a primeira etapa para aprovação do projecto XI/384 (Comparticipação de medicamentos para portadores de Ictiose).
A primeira etapa consistiu numa reunião da comissão Parlamentar com objectivo de ser decidida a passagem ou não do projecto à Assembleia da República.
Nesta reunião estiveram presentes como representantes da ASPORI, Vera Beleza e Ana Paula Fernandes.
Ao longo da reunião houve intervenção de deputados dos diferentes partidos políticos, CDS (Dra. Antonieta Guerreiro e Dr. João Semedo), PS, BE e PCP.
Após votação dos deputados, ficou decidido por unanimidade, que este assunto passaria a votação em Assembleia da República.
Tendo ainda todos os grupos Parlamentares presentes, felicitado a Deputada do CDS pelo assunto trazido a comissão, devido à sua importância principalmente para os portadores desta patologia.
Ficamos a aguardar a discussão e possível aprovação em Assembleia da República. De acordo com o que nos foi transmitido, poderá estar para breve

A ASPORI CONTINUA EM ACÇÃO



INTERNATIONAL MEETING - TOGETHER AGAINST GENODERMATOSES
ROMA 21, 22, 23 OUTUBRO 2010

A ASPORI foi convidada a participar no encontro anual do projecto TAG, que decorreu em Roma.
Para representar a associação, foi até Itália a sócia e actual Secretária da associação Vera Custódio.
Na sessão de abertura, abordou-se a importância das organizações de doentes, pois sem elas seria impossível alcançar certos objectivos e ajudar os doentes.
A ASPORI com a sua apresentação, deu a conhecer aos restantes países participantes, os nossos projectos e objectivos alcançados, tendo também abordado a importância e ajuda deste projecto “TAG” na vida dos doentes.
Neste encontro também participaram a Dra. Carolina Gouveia e a Dra. Isabel Cordeiro, profissionais do Hospital Santa Maria, que integram o projecto “TAG”.
Na minha opinião, foi importante dar a conhecer a outros países o nosso trabalho enquanto associação.
Durante a apresentação pude ver o quanto gostaram do desempenho da ASPORI em apenas 1 ano de existência (refere Vera Custódio).

PATROCÍNIO TERMAS DE MONFORTINHO



No passado dia 24 de Novembro a ASPORI estabeleceu um protocolo com a Empresa das Águas do Vimieiro, SA que integra as Termas de Monfortinho.
Neste ficou estabelecido um patrocínio não só para todos os portadores de ictiose, como também para todos os sócios da ASPORI, mediante apresentação do cartão de sócio.
Com este protocolo conseguiu-se obter 25% de desconto sobre os preços de inscrição, 20% sobre os preços da tabela dos tratamentos clássicos, 15% sobre tratamentos de bem-estar avulsos, entre muitos outros descontos.
Agradecemos toda a atenção e apoio prestado pela Empresa, na elaboração deste protocolo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ida Alemanha



Matosinhos, 17 de Agosto de 2010

Conclusões/testemunho sobre a viagem à Alemanha realizada entre os dias 12 a 15 de Agosto.

INÍCIO
Contactos e angariação de fundos

A Aspori foi contactada, via Internet por um elemento da Associação alemã no final de Maio, início de Junho, e partir daí iniciou-se uma troca de e-mail’s e depois de algum tempo a Associação Portuguesa Portadores de Ictiose fui convidada para ir ao encontro da Polónia.
Foi entretanto impossível a não tive fundos para uma deslocação tão rápida e então surgiu a hipótese de fazermos o encontro a meio do caminho, Alemanha, mais concretamente Hamburgo. Assim, lá encontrei-me com alguns membros da associação alemã e também um membro da Associação ENI – European Network of Icththyosis.
Entretanto um membro da ASPORI procurou uma maneira de angariar fundos para essa viagem. Falou-se com alguns familiares e também alguns sócios e não só amigos de amigos da Aspori e adquirimos um cerca de 800€. O Rotary Clube de Matosinhos, através do presidente, Manuel Andrade, contribuiu com 250€.

REUNIÃO
Protocolo e encontro com doentes

No dia 13 de Agosto de 2010 realizou-se uma reunião com um membro da associação alemã chamada Kristina e comigo, enquanto presidente da mesa da assembleia-geral da Aspori para assinatura e entrega de alguns documentos para finalizar a fusão entre Aspori e a ENI- European Network of Icththyosis. Kristina foi a nossa intermediária neste processo final.
A Aspori também já esta registada no fórum da ENI e foi nos fornecido um Username e uma Password para todos os membros e especialistas que estão a acompanhar esta associação.
No dia 14 de Agosto de 2010 pelas 15.00 horas às 17.30 horas Kristina organizou um encontro com alguns doentes da associação alemã num café, Scanner Terrassen Hamburgo, onde foi muito bem recebida onde me senti acolhida por todos que apareceram a este encontro, onde houve algumas ideias e trocas de experiências.

FUTURO
Novas iniciativas e vantagens

No ano 2011 em Maio entre os dias 27 a 29 a associação alemã faz 15 anos de existência e pretende convidar, de cada país, três a quatro crianças com idades entre os 10 e os 18 anos e um elemento da direcção. O local será, em princípio, Haus in Rehe, perto de Frankfurt. Poderá haver verba para viagem e alojamento, mas nada está confirmado. À chegada dos convidados haverá um autocarro para o transporte até ao local de encontro. Este evento será
confirmado durante o mês de Novembro de 2010 por alguns responsáveis KIKI e GRESKE.

ACOLHIMENTO
Balanço muito positivo

Fiquei hospedada na casa de Kristina que foi muito amável e muito acolhedora e até tentou que eu conhecesse um pouco da cidade de Hamburgo.
A Associação ENI – European Network of Icththyosis vai ser registada, em meados de Setembro, passando a fazer parte, a nível europeu, da organização Eurodis, associação de investigadores de todas as doenças raras, onde se incluí a ictiose.
Actualmente a ENI é um membro inteiro da Eurodis, podendo usufruir de dinheiro para a investigação da patologia ictiose. A Aspori, estando ligada a esta associação, à ENI, poderá usufruir dessa mesma investigação.
A Associação alemã sempre que tiver reuniões gerais e sempre que for possível mandar algumas amostras de cremes para a nossa associação e para os doentes da Aspori prometeu fazê-lo.

Vera Beleza

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Campanhã das rolhas



CAMPANHA ASPORI
UMA TAMPA ABRE-NOS AO MUNDO
NÃO NOS DÊ UMA TAMPA….
DÊ-NOS MAIS

contactos: 911051969 / 967363409

sexta-feira, 9 de julho de 2010


No passado dia 26 de Junho, teve lugar o I Encontro Nacional dos doentes de Ictiose, organizado pela Aspori, em Valada do Ribatejo(Santarém).
Contamos com a presencia de vários sócios e famíliares.
Houve muitas sardinhas, churrasco e variadíssimas sobremesas, cada qual a melhor.
Foi de comer e chorar por mais.
Animação não faltou com a banda do Zé Estrela.
E para terminar enchermos quase uma carrinha cheia de rolhas, mas precisamos de mais.
Para quem não acredita aqui estão as fotos comprovar.


Vera Beleza

terça-feira, 27 de abril de 2010

Ictiose Bolhosa


ICTIOSE.
Desconhecia por completo o que queria dizer ou qual o seu significado. Como muitos, nunca tinha ouvido falar, até ao dia em que a minha filha grávida de 2 meses falou da doença de que era portador o meu genro.
Vi-a pela primeira vez no dia 7 de Setembro de 2009, cobrindo quase todo o corpinho, do meu neto. O Tomé nasceu com ictiose Bolhosa.
Procuramos ajuda junto da ASPORI que a Vera Beleza criou, dando o seu grito de Ipiranga, para dizer ao Mundo que os portadores desta doença rara, EXISTEM.
Esta ajuda, prestada de várias formas pela Associação, levou-nos até à Dra. Carolina Gouveia. Na sua consulta mostrou todo o carinho que dedica a esta causa e o estudo aprofundado que tem feito, para que esta doença não seja uma limitação para os que são portadores e para todos aqueles que lidam com ela. Deu-nos a conhecer o que a nível da Europa se faz, principalmente a necessidade de formação adequada para tratar os doentes. Para nós o mais difícil é o que fazer para minimizar o sofrimento e o mal-estar de um corpinho cheio de bolhas… Que fazer quando não existem respostas que curem! Sabíamos que a Dra. Carolina não nos iria dar a resposta que curasse, mas as suas indicações e os seus conselhos foram extremamente úteis para podermos continuar a tratar do Tomé, inclusive, até para o pediatra dele, que reconheceu a necessidade de contactar a Dra. Carolina para melhor orientar o seu conhecimento sobre esta doença. A sua disponibilidade, sempre que temos algo que não entendemos ou precisamos de um conselho tem sido muito gratificante, sabemos que podemos contar com Ela.
Bem hajas Vera pelo teu trabalho e dedicação, sei que terás sempre a força necessária para ti e para todos os outros que precisem de TI.
Bem-haja Dra. Carolina, que todo o seu empenho em prol desta causa faça nascer a esperança de um Futuro melhor para todos os portadores de ICTIOSE.
O meu menino de cristal AGRADECE.

A Avó do Tomé

Alda Maria

segunda-feira, 1 de março de 2010

Dia Europeu da Doença Rara


Aspori- Associação Portuguesa de Portadores de Ictiose, organizou em Matosinhos um encontro para celebrou o Dia Europeu da Doença Rara.
Que contou com a presença de especialistas( Dermatologistas), e duas Psicólogas que dão apoio, sócios e familiares.
Na tentativa de dar a conhecer a Doença destas patologia (Ictiose).

domingo, 3 de janeiro de 2010

Depoimento da mãe da Vera Lúcia Beleza

Olá. Eu sou a Ana Maria, tenho 45 Anos e sou mãe da Vera Lúcia que neste momento tem 29 anos e é Portadora de Ictiose Lamelar.
Quando eu engravidei tinha 15 anos. Ainda era muito nova poderei mesmo dizer que ainda era uma criança, assim como o pai.
Naquela altura as dificuldades eram muitas. A minha família era de pescadores e como tal, quando o mar o permitia ia dado para viver, mas na maior parte do tempo as contrariedades e necessidades eram enormes e nunca existiu fartura em cima da mesa.
Engravidei e quando tive que dar a notícia á minha família, como será de entende, foi um momento de falta de compreensão e inicialmente falta de apoio que me fez sofrer e passar um mau momento. Eu estava feliz pelo facto de estar grávida. Foi uma gravidez desejada e dentro do normal, senti apenas enjoos ao longo de 35 semanas.
A Vera Lúcia surgiu de cesariana e logo que ela nasceu avisaram a minha família que a bebé tinha nascido diferente das outras crianças, disseram ainda que ela tinha poucos dias de vida.
A minha mãe e a minha sogra não queriam acreditar no que estava acontecer.
Vieram ter comigo e quando eu perguntei pela bebé, as duas não conseguiram disfarçar e mostravam uma cara estranha.
Sem conseguirem parar de olhar uma para outra, também não conseguiam exprimir o que sentiam nem contar o que estava a passae.
Comecei a chorar, desesperadamente, sem saber o que se estava acontecer.
Quis levantar-me e ver a minha bebé.
Era o meu primeiro filho e como tal era o meu anjinho abençoado. Mas, Deus tinha-me pregado uma partida e o meu bebé não tinha sido louvado como eu e a minha família desejamos.
Foi quando a minha mãe me informou, que a Vera Lúcia provavelmente não iria sobreviver, pois tinha nascido com um invulgar problema de pele.
O corpo da bebé encontrava-se envolvido por uma membrana avermelhada, parecia como escamas de peixe.
A esperança de vida, da pequena Vera, era de 4 anos e ir-nos-ia acarretar muito trabalho ao longo da sua vida.
Eu era uma criança sem idade para poder decidir sozinha e não conseguia para de chorar, sem saber o que fazer. Como para agravar a situação, o meu marido quando viu a filha afirmou que a Vera não podia ser descendente dele, que não queria uma filha assim e que não podia acreditar que eu tivesse engravidado dele e lhe desse uma filha com aquela doença.
Eu chorava, chorava sem saber o que fazer. Então, envolvida de razão, a minha sogra afirmou que enquanto pudesse criaria a bebé. Enquanto Deus lhe desse forças não abandonaria a neta e faria tudo ao seu alcance para a tornar feliz.
Passado alguns dias a Vera Lúcia saiu da incubadora e foi de inédito levada a ser baptizada. Regressou às instalações do hospital de Matosinhos, já com a paz da família, pois no caso de lhe sucede algo de pior, já se encontrava abençoada por Deus.
A bebé andou em alguns especialistas de dermatologia e todos diziam a mesma coisa. Todos eles davam cremes diferentes e já naquela altura, caríssimos. Passados alguns meses encontrei a Dra. Rosa Maria que me encaminhou para o Dr. Carlos Resende e Foi quando minha filha Vera foi internada, de imediato, e foi submetida durante 6 anos a estudos e mais estudos, sem consequências, de forma a descobrirem qual a origem da doença.
Esta enfermidade martirizou a minha vida durante alguns anos. Eu não tinha ajuda do marido e só podia contar com a família.
Posso dizer que para mim, difícil aceitar a minha filha. A filha que tinha saído de dentro de mim e que tinha sido tão desejada passou a ser malquerida porque não havia dinheiro para sustentar nem para os seus tratamentos e roupas e entre outras coisas.
Enfim a minha pequena história consiste assim muita tristeza no meu coração.
Ana Beleza

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Depoimento da mãe da Letícia

Chamo-me Sílvia e vivo no meio do Atlântico, na Ilha do Faial. Sou mãe da Letícia de 2 anos que sofre de ictiose lamelar.
A Letícia nasceu na madrugada de sábado, o parto foi normal ocorreu às 39 semanas.
Ao nascer, foi-me dito que a criança tinha um problema grave na pele e que talzes não resistisse, mas que iria ser transferida para a Ilha de S. Miguel. Não acompanhei a minha filha nesse dia porque teria de repousar no pós-parto.
Tentei manter-me calma pensando não ser tão mau quanto diziam. No domingo recebi notícia através dos meus tios que a Letícia era um bebé colódio e que era muito triste de ver o que tinha visto.
Nesse momento, confesso que pedi a Deus a levasse, não queria que ela sofresse.
Na segunda-feira após o seu nascimento tive alta e parti para a Ilha de S. Miguel deixando para trás o meu marido e a minha filha de 2 anos.
No mesmo dia em que cheguei a Ponta Delgada fui levada a ver a minha filha no serviço de neonatologia onde, à entrada, a médica e enfermeiras tentavam preparar-me para ir ver a minha filha, mas eu não consegui ouvi-las, só pensava " quero ver a minha filha" e chegou o momento.
Ao vê-la senti uma felicidade enorme, o seu aspecto para mim não tinha qualquer importância, ali estava a minha filha à espera do meu amor, da minha aceitação.
A minha vontade foi dar-lhe um beijo e abraçá-la mas apenas perguntei se podia toca-lhe na sua mão o que me foi concedido por breves instantes.
Depois explicaram-me a doença dela e passei a ir todos os dias para o hospital onde passava 10 a 12 horas.
Tenho de referir que durante este tempo em que a Letícia esteve internada todos no serviço de neonatologia foram como uma família para mim, são pessoas extraordinárias de que nunca irei esquecer, inclusivamente fiz uma grande amizade com a Enfermeira Fatinha.
Passado 36 dias de internamento, a minha filha mais velha e o meu marido deslocaram-se a S. Miguel onde pela primeira vez iram a Letícia. No dia antes de voltarem ao Faial não consegui contêr as minha lágrimas, foi a primeira vez que chorei no serviço de neo .
Sempre tentei ser forte perante todos, mas a realidade é que estava fragilizada e não conseguia mais esconder.
Nesse dia tentaram convencer-me a vir passar uns dias ao Faial, mas recusei não podia deixar a Letícia sozinha.
Ao fim de 58 dias de internamento, quase dois meses a Letícia teve alta e estávamos preparadas para voltar, finalmente para casa. Por azar nesse dia estava mau tempo e o nosso voo foi cancelado. Só regressamos no dia seguinte o que foi muito bom chegar a casa. Foi o inicio de uma nova etapa para nós.
Hoje somos uma família feliz, graças a Deus, apesar de por vezes termos tido dificuldades económicas.
Tudo se supera tendo uma família como a nossa, amigos e alguns colegas do CTT correios e outras pessoas que tomaram conhecimento da doença da Letícia e que nos ajudaram a que ficarei eternamente grata.
Neste momento a Letícia utiliza para a pele o creme da A-Derma, Exomega, para gretas e fissuras Bariéderm unguento ou Cicalfate loção para banho dissolve-se 12g de bicarbonato de sódio onde a Letícia permanece 15 minutos para depois lhe passar uma luva de textura areada para esfoliação depois utilizo o óleo de banho ou de duche da A-Derm. O cabelo lava três vezes por semana com Tarmed aplico uma hora antes o creme Squaphane máscara. Nos restantes dias lavo com um champô regular.
Sílvia

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Olá, Chamo-me Vera tenho 28 anos e sou a mãe da Sara de 3 anos, que é portadora de ictiose vulgar desde de nascença.
Foi uma gravidez desejada, normal sem qualquer problema, contudo a Sara nasceu às 35 semanas.
Nasceu com a pele enrugada e em forma de "Escamas" , mas querendo levantar.
Mas apesar de ter nascido antes do tempo, dito normal não necessitou de ir para a Incubadora.
Quando vi, ali assim tão pequenina, não achei nada de "anormal", era a minha primeira filha era linda perfeita, e além disso os médicos disseram que tinha a pele com aquele aspecto porque tinha nascido antes do tempo.Ao fim de um mês, talvez menos levei-a ao pediatra, porque estava constipada no qual me disse que se o aspecto da pele não melhora-se em 15 dias, que devia procurar um dermatologista, porque poderia ser um problema de pele chamado ictiose.
Tanto para mim como para o pai, a patologia não nos dizia nada ouviríamos falar da doença, mas não ficamos preocupados.
Passados os 15 dias e a Sara continuava exactamente igual, e assim levamos-la pela primeira vez ao dermatologista, que nos disse com toda a certeza que era ictiose vulgar, eu e o meu marido não estávamos a espera que fosse uma doença de pele crónica e que não tinha cura.
Fiquei nem sei como, nessa altura nem sei o que me passou pela cabeça só sabia chorar todo o caminho de regresso a casa.
A partir desse momento foi correr e saltar de especialista em especialista da pele e experimenta cremes e mais cremes, mas sempre com a esperança de conseguir a cura para a minha princesa.
Com o passar do tempo até cheguei a ir para Madrid para ter a certeza que não haveria outra maneira de cuidar da Sara.
Sempre com a mesma resposta lá nos começamos a mentalizar que ela iria estar constantemente numas fases boas e outras menos boas, apesar que quando ela tinha 2 aninhos o aspecto da sua pele era bem escura, mais castanha do que agora com três anos.
Depois de ter experimenta dos tantos produtos, que já nem têm conta acho que acertamos pelo menos para estabilizar a doença.Agora neste momento esta a usar um gel de aveia no banho, Urealeti 10% no corpo, e Dexerly no rosto.
A Sara é uma criança muito meiga, mas também teimosa, esta a frequentar o jardim- infância, onde se adaptou muito bem.


Vera Cardoso

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Depoimento da mãe da Ana Lúcia

Olá, o meu nome é Vera e sou mãe da Ana Lúcia uma menina de 5 anos e é portadora de Ictiose Vulgar" depois de uma gravidez normal de 41 emanas, um parto de 21 horas seguido de cesariana, nasceu a Ana Lúcia uma bebé linda e aparentemente saudável apesar da pele das mãos e dos pés se apresentar um pouco envelhecida.
Com o passar do tempo a pele foi ficando um pouco escura, seca e com alguma descamação, mas eu pensava que era tudo normal.
Com um mês de vida a minha bebé ficou constipada e levei-a ao pediatra, quando este a viu imaginou logo o que se passava sem nunca me alarmar, levei-a ao Hospital distrital de Santarém para ser observada por uma colega sua dermatologia, depois da observação a médica disse-me que a receita que me passaram era muito cara e não era comparticipada, mas logo lhe respondi que o importante era a minha filha ficar boa.
Foi então que o mundo desabou quando me foi dito da maneira fria ( a única para uma notícia desta natureza) que a minha filha nunca iria ficar boa, que tinha uma doença rara na pele e que o único tratamento era mantê-la sempre a mais hidratada possível. Sozinha com um bebé de um mês de colo, sai dali sem aperceber na altura o que se estava a passae só sentia um vazio, uma confusão de ideias na minha cabeça.
Começei então uma luta contra o impossivél procurando a cura em qualquer lado, pesquisando sobre a doença, pois o que me diziam era vago e eu precisava de mais informação.
A Ana Lúcia é uma criança linda, saudavél cheia de vida e muito alegre.
Frequenta o jardim de infância e até ao momento não tem tido problema por causa da doença, pratica futeol nas escolinha, enfim faz tudo o que qualquer criança na sua idade faz. Eu e o pai temos feito tudo para que melhore a cada dia que passa e sobretudo para que se sinta "apenas", é a nossa menina especial.
Agradeço há Vera a sua força e coragem para tudo o que tem feito por todas as pessoas a quem a vida lhes pregou uma rasteira de nascerem especiais com uma pele um pouquinho chata.
Um beijinho para todos.
Vera Custódio

sábado, 26 de setembro de 2009

Depoimento da Veruska

Olá chamo-me Vera, nasci a 17 de Junho de 1980, em Matosinhos, mas por razões de saúde fui logo transferida para aquela que iria ser minha casa quase durante dez anos, no hospital S. João (Porto)
O meu estado de saúde suscitou preocupações por parte dos médicos, pois a minha pele apresentava características diferentes da dos outros bebés-recém - nascidos.
Na altura, havia desconhecimento de qual a patologia de que eu padecia, daí ter passado grande parte da minha infância enclausurada num hospital.
Fiz a inúmeros teste e ensaios até se concluir que tinha ictiose Lamelar.
Este tipo de doença garante uma taxa de sobrevivência que ronda com muita frequência 2 a 4 meses de vida.
No entanto, afortunada ou não, já conto 29 anos.
Devido a uma alteração da configuração muito acentuada na zona dos pés, sofri uma amputação dos dedos aos 14 anos.
Há pouco tempo fiz uma cirurgia para a remoção da ponta de um dedo na mão esquerda.
Para a minha locomoção ser facilitada recorro ao uso de próteses e de calçado adequado, devo também utilizar palmilhas em gel para minimizar o impacto das irregularidades do solo.
Em relação ao vestuário os cuidados também não podem ser descurados.
Só posso usar roupas de algodão, pois disenvolvo alergias a outros tipos de materiais.
A roupa tem uma duração muito limitada, tendo de a substituir com bastante regularidade bem como os lençóis da cama, porque bem como a fricção da minha pele, que danifica seriamente os tecidos, também os cremes que sou obrigada a usar diariamente forçam à lavagem frequente da roupa.
No tratamento de pele recorri a diversas experiências de combinação vários cremes e óleos, umas mais eficácias de que outras.
Usei cremes à base de ureias, mas não os tolerava manifestando reacções alégicas, o que contrariava o efeito pretendido.
Tomo a mesma medicação oral desde que me entendo por gente e aplico vaselina diariamente para hidratar a pele.
A título de curiosidade, nessecitava de 5 a 6 Kg de vaselina ou ureia de duas em duas semanas para aplicações diária.
Neste momento não preciso, de tanta quantidade e destes produtos.
Actualmente, uso alguns deste cremes APAISAC; A- DERMA; DEXERYL.
A nível da visão necessito de trocar de lentes dos óculos de 6 em 6 meses dado que a minha incapacidade em fechar os olhos provoca um esforço acrescido da vista, o que faz aumentar o numero de dioptrias.
Todas estas adversidades reflectiram-se na minha intergação social na altura que começei a frequentar a escola.
As minhas defesas face à reacção das outras crianças manifestavam-se sobre a forma de violência.
Fui sucessivamente transferida para diferentes estabelecimentos de ensino devido à minha não adaptação a meios frequentados por muitas de pessoas, como era o caso da escola.
Hoje posso dizer que, felizmente, o problema social que atravessei estão francamente ultrapassados.
O motivo que me levou a criar associação está relacionada com a necessidade de ter mais conhecimentos sobre a minha doença, reivindicar a comparticipação do Estado na compra dos produtos que necessito e considero essenciais para o meu bem-estar.
Hoje, não quero isto só para mim, mas para todos os que têm a mesma doença e que se inscreveram na Aspori.

Veruska

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Depoimento da Patrícia


Chamo-me Patrícia Fonseca. Nasci no frio mês de Dezembro de 1972 na manhã do dia 24. Nasci numa clínica de Lisboa. Porém, aquando da minha entrada no mundo, toda a minha pele empolou, tornando-se uma chaga. Fui de imediato envolta em gases e levada para a Santa Maria, unidade de prematuros. Estive numa incubadora cerca de um mês e meio. Foi-me diagnosticada uma ictiose congénita Lamelar. Disseram que certamente poderia vir a ter cura com a chamada “mudança de idade”, o que nunca veio a suceder. Com dois anos fui a um médico a Londres, na altura, considerado um dos melhores dermatologistas do mundo, contudo a resposta foi igual a dos colegas portugueses. Passei por imensas experiências no campo da medicina e não. Hoje, dificilmente acredito no que quer que seja que me digam sobre o problema da pele.
Hoje, com 36 anos e uma parte da vida feita com um sorriso nos lábios, digo que não custa viver com ictiose, o que custa é viver numa sociedade onde as pessoas criam fronteiras e muros por qualquer coisa.
Em termos sociais sou muito descomplexada, faço amigos com imensa facilidade. Em termos de trabalho nunca fui alvo de discriminação. Trabalho desde que terminei o meu curso. Sou professora e formadora. Tenho uma excelente relação com os meus formando e colegas. Vivo o problema de uma forma bastante saudável. Quanto à parte emocional é que ainda me debato com algumas complicações da minha parte.
A Ictiose lamelar é uma das formas mais graves e acentuadas da doença. Como costumo dizer: “não posso assaltar um Banco que todos me reconhecem”. O problema nota-se muito. Porém, já está menos acentuado. Uso 3 tipos de creme, a saber: OTC lactónico do laboratório Ibérica, Creme gordo da Barral e o Dexril da Pierre Fabré. Faço banhos de imersão durante quase duas horas, onde coloco exfoliante no corpo e depois passo uma pedra para tirar a pele morta. Sei no entanto que devia ter mais cuidado, mas o tempo também não deixa.
Sou uma pessoas muito activa e com uma vida social muito boa. A ictiose nunca constou um problema para mim. Só o é devido ao que os outros me fazem sentir. Não posso, no entanto, deixar de dizer que passei por situações muito complicadas em termos sociais quando era mais pequena. Hoje não ligo aos que dizem nem à forma como olham. Nos dias em que estou bem disposta dou uma resposta provocatória ou digo alguma coisa que faça o outro sentir-se mal, caso contrário nem ligo nem noto.
Tenho consciência que para a minha família foi um choque o meu nascimento. Nada o fazia prever. Toda a gravidez foi perfeita, a minha mãe era muito nova quando me teve (19 anos). Sofreu e ainda hoje sofre. Pensou durante muito tempo que eu iria ser ostracizada e marginalizada socialmente. Porém, tudo foi ao contrário. Conta ela que muitas vezes chegava à escola e via-me sempre cheias de meninos em torno de mim a brincar. Eu era uma criança muito doce e todos gostavam de brincar comigo. Penso que a idade mais crítica foi a da adolescência.
Sempre soube que havia mais casos de ictiose lamelar. Inclusive cheguei a frequentar uma escola em que éramos 2 pessoas portadoras de ictiose lamelar congénita. Só mais tarde consegui enfrentar alguém igual a mim. Hoje é sem problemas que o faço.
Gostei muito de conhecer mais pessoas. De passar o meu testemunho. Penso que é muito importante falar sobre as nossas experiências. Por vezes, a troca de experiências mostra novos mundos e desmistifica medos encerrados durante anos.
Ajudei na criação da ASPORI com a intenção de chegar às pessoas portadoras de Ictiose bem como aos seus familiares.
Para mim o mundo é um pouco como a minha pele; algo um pouco envelhecido e que necessita de renascer. Todos somos células integrantes desse mundo mas no qual fazemos questão de viver isoladamente.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

DEPOIMENTO DA MÃE DO MARTIM SANTOS

Desde as 11 semanas de gestação da gravidez do Martim que comecei com hemorragias, fiquei de repouso mas na iminência de perder, o tão desejado, segundo filho. Entre vários internamentos e montes de ecografias, aguentei até às 29 semanas. Já estava sem líquido amniótico e tiveram de me fazer uma cesariana. O Martim nasceu com 1.200KG.
Quando “despertei” da cesariana, tinha o meu marido ao meu lado e sentia-me ansiosa em saber como estava o bebé, se tinha sido necessário ser ventilado e todas aquelas situações que me apercebi enquanto tinha estado internada, que os prematuros estariam sujeitos.
Sentia o meu marido muito triste e preocupado e disse-me que logo que eu me sentisse com forças iríamos os dois ver o bebé, pois ele tinha um problema de pele…
Fiquei confusa e muito preocupada por vê-lo tão angustiado e a muito custo subi ao terceiro piso para ver o meu filho. Nunca tinha entrado em nenhum serviço de Neonatologia. Era só máquinas a apitar e eu não sabia em qual delas estaria o meu filho. Uma enfermeira encaminhou-me para uma incubadora e enquanto caminhava-mos, alertou-me que aguardavam a chegada de um médico do Curry Cabral para avaliar o problema de pele com que o bebé tinha nascido. Quando olhei para dentro da incubadora, o mundo desabou aos meus pés. Por uns momentos senti-me como se tivesse a ter um pesadelo. Era uma coisa mínima todo enrolado numa gase branca só com a cara descoberta a deixar ver um tom de pele que não era identifico a nada! Era castanho, os olhos nem se percebiam estavam todos revirados. Tentei observar melhor para perceber se alguma coisa se assemelhava a um bebé dito normal. Pedi para sair imediatamente da sala pois não me estava a sentir bem. Vim para o quarto e chorei desesperadamente. Não percebi o que me estava a acontecer. Não era aquele filho que eu desejava, não era aquele irmão que eu queria dar à minha filha.
À tarde voltei a ir ao 3º piso e desta vez com alguma força para perceber o que se passava. O médico já tinha estado lá e tinham-lhe tirado toda aquela gase gorda. O prognóstico era uma ictiose. Explicaram-me que tipo de doença era, as possíveis variantes da mesma e mais informação que a minha cabeça não conseguiu captar. Apercebi-me de que se tratava de uma doença sem cura e que nalguns casos seria bastante grave e muito mais num bebé prematuro. Começei a sentir nessa mesma tarde a minha responsabilidade de mãe, no sentido de o ajudar a vencer todos os obstáculos que viessem pela frente.
Nasceu em mim uma enorme vontade de sentir a pele dele ao toque e pedi para que me deixassem abrir a incubadora e tocar-lhe. Assim o fizeram e dei por mim, não a tocar-lhe, mas sim a acariciá-lo. A pele era seca e áspera, então eu procurei as zonas mais macias para não sentir impressão. Esse momento foi fantástico, foi tipo um íman… eu não queria deixa-lo ali sozinho e desaconchegado do colinho dos pais de que qualquer bebé precisa. O Martim foi melhorando e toda aquela pele castanha foi estalando e aparecendo uma pele de cor normal. Sempre com bastante hidratação e muitos cuidados no tipo de roupa que usava fomos aprendendo a lidar com as necessidades e imposições que a doença nos impunha.
Hoje o Martim tem 10 anos, o tratamento dele é creme hidratante de manhã e à noite (dexeril), por vezes já é ele que o coloca, muito embora as mãos do pai e da mãe conseguem hidratar muito melhor… Diz que é uma seca por creme e sempre que usa um creme novo tem curiosidade em perceber se lhe deixa um cheiro agradável. (O que por vezes é difícil)
Está numa idade em que não lida muito bem com alguns comentários que pessoas estranhas lhe dizem relativamente ao aspecto da sua pele e foi isso que me levou a procurar pessoas com a mesma doença. Muito embora uma ictiose vulgar é menos agressiva do que uma ictiose lamelar por exemplo, ele sente que a pele dele é diferente em relação à da irmã ou dos seus amigos. Portanto foi bom ele conhecer pessoas como ele e partilharem experiencias e sentimentos que só eles o podem perceber.
É uma criança extremamente extrovertida, alegre e bem-disposta. É muito ligado à mãe, sabe-se lá porquê? … o dito íman nunca mais se descolou entre nós.
Sandra Santos